quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes

Sempre que recebo algo dos amigos por e-mail e percebo por traz do material uma intenção séria e de reflexão, após análise acabo publicando neste espaço. Se REEDUCAR: UM NOVO TEMPO foi construido para a reeducação de uma sociedade que clama por respeito, solidariedade, compreeensão e acima de tudo educação, eu, como educadora não poderia fazer de conta que não li, não vi e não compreendi.
Sou solidária as palavras proferidas pelo educador Igor, afinal estamos todos nós vivendo nesta sociadade consumista que esqueceu de ensinar aos seus membros valores essenciais para a VIDA em sociedade.
Sempre há uma desculpa para o engano, a mentira, a traição e quem mata, rouba, mente, trai a confiança se torna sempre a vítima, o coitadinho. Isso é hipocrisia!
Não acredito que haja alguém que escolheu a missão de ser professor pelo salário mensal irrisório, e, estou convicta que se escolhemos ser educadores, escolhemos por que amamos ensinar.
E por que os alunos não amam estudar e aprender?
O que acontece com essa geração que detesta a escola mas é obrigado a estar nela?
Quem perdeu o controle da situação? A família? A escola? A sociedade? Ou quem elaborou e aprovou as leis?
É preciso repensar as ações que tem contribuido para a violência em sociedade.
Certamente o que falta é tratar o coração das pessoas para que treinem a paciência, ameam ao próximo, e acima de tudo respeitem os seus limites.

Amigos,

Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em pleno horário escolar, à frente de todos.

Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.
Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem moderação. A divulgação é livre.

Abs
Igor


J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada.
Em milhares de casos, desrespeito.
Em outros tantos, escárnio.
Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”.
Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.”
Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”.
Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal a o autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Morte Devagar

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito e do trabalho, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam o brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. VAMOS VIRAR A MESA!" ESTE É UM SONHO QUE AINDA REALIZAREI."
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de inicia-lo, não tentando um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
A ESTE RESPEITO UMA PESSOA ME DISSE CERTA VEZ:" -QUEM NASCEU PARA PUXAR CARROÇA, PUXARÁ A VIDA INTEIRA."HUHUMM...ESPERE E VERÁS, O MEU OBJETIVO DE VIDA NESTE PRÓXIMO ANO SERÁ ESTE:"NÃO PUXAR MAIS CARROÇA." EU VOU, EU POSSO E EU CONSIGO."
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples ato de respirar. Estejamos vivos, então!"
Pablo Neruda
O Método Clínico Piagetiano
O método clínico piagetiano
Iris Elisabeth Tempel Costa 1

A prática científica, na psicologia genética como ciência, inclui a elaboração de hipóteses e sua verificação por meio de um interrogatório clínico denominado método clínico ou crítico.
Usado por Piaget, em 1926, este método foi uma das mais importantes contribuições para a investigação na área da psicologia do desenvolvimento que, nesta época, valia-se da observação pura dos comportamentos infantis ou do experimentalismo das técnicas psicométricas.
Interessado na análise do conteúdo do pensamento infantil, ou seja, "no sistema de crenças da criança, de tendências, de orientações do pensamento, do qual a própria criança jamais toma consciência e de que nunca fala" (Piaget, s/d) o autor concluiu que a forma e o funcionamento
do pensamento se mostram cada vez que a criança interage socialmente, mas o conteúdo do pensamento só se libera em função dos objetos de representação.
Sua primeira tentativa, para captar este conteúdo, foi através do uso de testes que demonstraram um defeito essencial, para o propósito de suas investigações, que era falsear as perspectivas. Percebeu que os testes desviavam a orientação do pensamento das crianças ao introduzir perguntas que elas não se colocam ou que passavam à margem de questões
essenciais, dos interesses espontâneos e dos processos primitivos.
Outra abordagem experimentada por Piaget foi a observação pura, o estudo das perguntas espontâneas das crianças. Examinando o conteúdo destas perguntas identificou, não só, os interesses que elas têm nas diferentes idades, mas também as soluções implícitas que davam a si mesmas uma vez que, na formulação das perguntas, ou na maneira de formulá-las,
havia uma resposta. Constatou que "quando uma criança pergunta 'quem fez o
sol?' parece conceber o sol como coisa que tivesse sido fabricada (Piaget, s/d p.8.)."
Destes achados formulou uma das regras de seu método: na investigação das explicações, dadas por crianças, devemos partir de perguntas espontâneas formuladas anteriormente por crianças da mesma idade e aplicar, sempre que possível, a mesma forma às questões que se pretende
colocar às crianças investigadas.
A observação pura, embora fundamental, também evidenciou limitações para o propósito do estudo do autor uma vez que a criança não consegue comunicar espontaneamente todo o seu pensamento e o investigador tem dificuldade de discernir, na sua fala, o jogo e a fabulação da
crença.
Buscando um caminho além da observação, sem cair nos inconvenientes dos testes, Piaget empregou um terceiro método inspirado no exame clínico psiquiátrico. Aliou à observação pura a interrogação, a conversa com a criança, seguindo suas respostas, colocando problemas,
levantando hipóteses controladas no contato com as reações provocadas pela conversa "com o objetivo de descobrir algo sobre os processos de raciocínio subjacentes às respostas..." (Piaget, 1966 em Banks Leite,
1987).
Este método tem dificuldades por que pressupõe, do investigador que dele faz uso, duas qualidades quase antagônicas: "saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma
hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar
(Piaget, s/d, p.11)."
O autor identifica dois pólos em que o investigador iniciante pode cair. De um lado, sugerir à criança tudo aquilo que deseja descobrir, assumir tudo que é dito como tendo valor máximo e de outro, nada questionar por carência de hipóteses, de uma diretriz para a investigação, e, portanto, nada valorizar no que é dito e nada encontrar.
À medida que as investigações de Piaget passaram do estudo das representações da criança para o estudo das interações entre o sujeito e o objeto procurando captar de que modo a criança age sobre o seu meio ambiente e reage às modificações dele (meio), o método clínico foi
refinado passando a centrar-se tanto nas verbalizações, quanto no conjunto
de condutas e comportamentos da criança em ação. As investigações passaram
a utilizar objetos que, ao serem manipulados, sofrem transformações
(alargam, achatam, podem ser decompostos e recompostos, etc.) e que podem
ser inferencialmente recompostas pela criança.
Neste contexto, em que as transformações possíveis do objeto são conhecidas de antemão pelo experimentador, solicita-se à criança que observe, manipule o objeto em questão e emita julgamentos em relação às transformações realizadas ou organize o material de modo a resolver um problema proposto. O interrogatório é feito a partir de questões básicas surgidas das hipóteses do examinador e cada resposta dada pela criança leva à formulação de hipóteses que engendram novas questões. Há, portanto, um "encadeamento e sucessão de pergunta, resposta, nova hipótese, nova pergunta, que dá coerência e unidade ao interrogatório (Banks Leite,
1987)."
O interrogatório é flexível na medida em que é adaptado a cada sujeito, mas Castorina (1984) identifica três tipos de perguntas características do método clínico-crítico. São perguntas de exploração que teêm como objetivo fazer aflorar a noção cuja existência e estruturação se
quer comprovar; perguntas de justificação que centram o sujeito sobre as razões do estado atual do objeto e nas explicações concernentes a sua produção e a legitimação de seu ponto de vista e questões de contra argumentação que têm o propósito de estabelecer se as aquisições da
criança são ou não estáveis, qual o grau de equilíbrio de suas ações ante os problemas bem como apreender sua atividade lógica profunda.
O interrogatório clínico-crítico, dialeticamente centrado nas argumentações das crianças e dirigido ao mecanismo operacional, presta-se como instrumento de investigação apto a identificar conhecimentos operatórios comuns às crianças de um mesmo nível estrutural como, também, identificar o modo de funcionamento individual do sujeito. Permite que se
identifiquem flutuações, tateios, correções, consciência do fracasso, adaptação à variações que se introduzem na prova, ou seja, o grau de mobilidade do pensamento da criança (Castorina, 1984).
Segundo Granger (em Seminério, 1986) este método é epistemologicamente distinto dos demais por atuar não sobre as convergências e sim sobre os desvios.
O método de Piaget permite, segundo este autor,
"(...)detectar e descrever pormenorizadamente o processamento mental que escapa, evidentemente, à compreensão do próprio sujeito, mas pode ser definido a partir do enquadramento teórico do pesquisador. Supera-se, assim, a maior falácia envolvida nas primeiras tentativas do método introspectivo que, ingenuamente, esperava do sujeito não apenas a reconstituição dos conteúdos, mas até mesmo do processo envolvido em sua
atividade mental (p.12)."
Ainda, na opinião de Seminério (1986), a observação objetiva do comportamento dentro de uma postura dirigida pela teoria representa "um
marcante passo à frente, uma vez que a significação da teoria, em qualquer ciência, deveria sempre prevalecer sobre a fonte ou a natureza dos dados empíricos que lhe servem de ponte para a realidade (ibidem, p. 12)."
As investigações atuais da Escola de Genebra centram-se sobre uma análise mais aprofundada dos procedimentos de resolução de problemas e processos de invenção e descoberta. A diferença entre estas pesquisas e as pesquisas passadas é o foco no conjunto dos procedimentos individuais diante de problemas particulares e que podem variar de um sujeito a outro e de uma situação a outra, embora aspirando a compreensão das leis gerais do funcionamento enquanto as pesquisas estruturais, já realizadas, tiveram por objeto o que há de mais geral e mesmo universal na gênese do conhecimento (Banks Leite, 1987).
As investigações recentes introduziram certas modificações no método clínico-crítico de modo a ajustá-lo à nova problemática.
Procede-se, atualmente, a uma cuidadosa observação das seqüências de condutas do sujeito interagindo com o material, gravando-se, quando possível, as sessões em vídeo. Estas observações permitem que o investigador infira as estratégias e teorias de "ação" utilizadas pela
criança já que o material empregado é construído de forma que apareçam contradições diminuindo a necessidade de um interrogatório verbal tão intenso quanto o empregado nas pesquisas anteriores, o que não impede a formulação de hipóteses e sua verificação nas ações da criança.
REFERÊNCIAS
Banks Leite, L. (1987). Piaget e a Escola de Genebra. São Paulo: Cortez.

Castorina, J. et alii. (1984). Psicologia Genética: aspectos
metodológicos y implicancias pedagógicas. Buenos Aires: Mino y Davila.
Piaget, J. (s/d). A representação do mundo na criança. Rio de Janeiro:
Record.
Seminério, F. (abr./jun. 1986). O problema do método: limite ou expansão
em ciências humanas. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 38(2), 3-17.

1- A AMPLIAÇÃO DE "POSSÍVEIS" NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DE ADOLESCENTES COM
LESÃO NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, EM AMBIENTE INFORMATIZADO- Dissertação de
Mestrado. UFRGS/IFCH Curso de Pós-Graduação em Psicologia do
Desenvolvimento.Dezembro, 1992.

Informática no Ensino Fundamental: A Aliada que Tornou-se Inimiga

Ensinar e aprender é um processo de transformação humana alicerçada na construção do conhecimento através dos temas transversais, aprendizagem sociointeracionista, base curriculares, plano político pedagógico, construção, produção criativa, mas e a informática educativa e a inclusão digital?

A sociedade oferece ao ser humano múltiplos recursos, facilitando o acesso ao mundo virtual e tecnológico que avança velozmente conquistando o universo, contudo não consegue conquistar a escola. Novidades tecnológicas surgem e a educação tradicional predomina nas escolas que através de seus educadores, tentam conquistar os alunos com instrumentos medíocres de trabalho.É preciso destacar que a escola não acompanha o processo de avanço tecnológico, por isso a informática no ensino fundamental, que deveria ser aliada tornou-se inimiga. O educador não possui a sua disposição esse recurso, desconhecendo-o, não se envolve com o novo, o novo assusta e seus esforços parecem inúteis na questão de educar os olhos de seu alunado para a beleza e o fascínio do aprender na escola, distanciados da era digital por isso a informática teria importância relevante para o desenvolvimento do educando se fizesse parte do currículo e para que isso ocorra é preciso recursos, vontade política e profissionais habilitados e envolvidos com o novo jeito de ensinar- aprender.

Sonhamos com uma escola de qualidade munida de um bom laboratório de informática em rede, conectado com o mundo através da Internet ou o CD-ROM como complemento de aprendizagem tendo por objetivo aproximar o ato de ensinar-aprender com o prazer de construir novos conceitos e fazer novas descobertas, aliando o saber cientifico com o saber tecnológico com orientação, entretanto havemos de questionar a intensidade do uso desse recurso, pois percebemos que ao dispor-se frente a telinha do computador, o ser humano esquece da vida e em silêncio navega por horas, sem perceber o tempo que passa e que a relação homem máquina o distancia das relações humanas.

Queremos acreditar que a informática no ensino fundamental seja a alternativa necessária para resgatar o interesse do aluno pelo ensino, capaz de desenvolver novas habilidades e competências desde que utilizada como ferramenta construtora de um ser que pensa e aceita a possibilidade de erros e acertos, que transforma seu espaço explorando o mundo com as asas da imaginação em busca da felicidade alicerçados na fé em Deus.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diferentes Formas de Olhar a Vida

Há quem diga que vive na época errada, há ainda alguns que deveriam se mudar. Mas por quê?
Insatisfação pessoal, desilusão, tristeza com algum fato ou perda. Não acredito nisso, tudo o que temos e passamos são conseqüências de atos ou fatos. Não podemos controlá-los, é certo, mas podemos ver, aprender, sentir. Os poetas se dão ao luxo de traduzir em palavras o sentimento, seu ou alheio.
Os pintores sempre criaram desde o primórdio da civilização uma impressão do cotidiano, do visto, do imaginado, traduziram em imagem as palavras e sentimentos. Os escultores o mesmo fazem, os construtores por que não, traduzem em sólidos o imaginário de um criador, de um projeto, que veio carregado de sentimentos e de exatidão, nas linhas e ângulos exprimiram o que viam em necessidade e grandiosidade.
Musica exprime também de tal forma o sentimento dita, até, regras de pontuação de métricas, os compassos e a harmonia. Consegue a musica elevar o pensamento em busca de sonhos, em um andar em paralelo com a vida, consegue exprimir o sentimento de alguém que aprendeu, e mostrar o caminho a quem quer o aprendizado.
Porque então não podemos imitar as mais variadas formas de expressão?
Porque não podemos usar o sentimento, o invisível, o imaginado ou ainda o criado?
Devemos por que motivo cercear o nosso caminhar por uma regra, por um modismo, por uma necessidade alheia? Ao invés disso deveríamos libertar a imaginação, desdenhar dos grilhões de costumes e modismos, ignorar o que se acha por outros a nosso respeito. Quem disse que todos devem ser quadrados ou redondos, finos ou grossos, pretos ou brancos, e não coloridos ou disformes.
O que impede o ser humano de verter suas lágrimas quando bem entender?
O que impede nossa evoluída raça de aprender ao ver um sorriso, aprender a sorrir, a admirar, a respeitar, o que impede tão evoluído ser de divertir-se ao ver um caminho bem trilhado por outro e, ao mesmo tempo analisar se este caminho poderia servir-lhe de exemplo
Não, eu não vivo na época errada, eu não me sento ou ando pelo caminho incerto, quem diz o que está no lugar certo, senão eu?
Começamos uma nova era a cada passo, começamos uma nova jornada a cada despertar. A cada abrir de olhos, podemos ver um mundo novo, um sorriso novo, a cada sensação que vivemos podemos criar nosso caminho, basta olhar, sentir, pensar, falar, aprender e viver.
Cabe a cada um de nós acolher o sentimento alheio, cabe a mim escolher o que me conduz, a verdade dita, ou a expressão do sentimento mais íntimo. Comecemos a cada dia um novo despertar.
Aprendamos não só com os erros, mas tomemos com os acertos os pontos de partida, olhando ao lado para não cairmos no abismo da indiferença aos fatos.
Não eu não vivo na época errada, em minha mente ainda cabe um sonho que terei, na minha alma ainda existe espaço para mais um lugar, em meu dia ainda existe um minuto para o fugaz.
Texto de *Alfredo Gonçalves Boscato

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Sucesso é Construìdo na Noite

O sucesso é construído a noite!
Durante o dia voçê faz o que todos fazem.
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados, domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma boa relação com seus filhos terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles e deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído a noite!
Durante o dia voçê faz o que todos fazem.

Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que outros estão tomando cerveja na esquina, ou qualquer outra coisa.

Terá que planejar, enquanto os outros permanecem à frente de televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol a beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.
Mas toda mágica é ilusão.
A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores.
" Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."


Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal Todo Dia

Roupa Nova

Composição: Mauricio Gaetani Tapajós

Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor



A proximidade do Natal, por pior que seja o momento vivido pelo ser humano, é sempre um eterno refletir. Momento de apreço e de demonstrar amor, solidariedade, compaixão. Se pararmos por um instante e observarmos os gestos e atitudes das pessoas nos dias que se aproximam o final do ano e o natal perceberemos que são diferentes, há mais sorrisos, mais ternura no olhar, mais abraços, mais caridade, mais benevolência.
Seria interessante fazer com que o natal fosse todos os dias como define a música “Natal todo Dia” do Roupa Nova.
Este espirito que aproxima as pessoas fazendo com que sejam mais dóceis, deveria permanecer todos os 365 dias de cada novo ano. Se assim fosse possível, as pessoas estariam em paz, seriam mais felizes e não haveria tantas desgraças neste planeta.
É preciso que cada um de nós tenha consciência do verdadeiro sentido de natal, pois não são os presente, ou as fartas ceias que nos trazem beneficios, mas a capacidade estar bem e fazer o bem a nós mesmos e ao próximo.
Não há nada melhor do que ter a sensação de estar satisfeito, de sentir o coração em paz e de ter em mente bons pensamentos, sabendo que aceitamos as limitações do outro e que também somos aceitos como irmaõs filhos do mesmo ser infinito e supremo que é Deus.

O PÃO DE CRISTO

Uma história que cativa e ao mesmo tempo nos faz refletir de como o ser humano é frágil e necessita do outro para lembrá-lo que devemos co...